Originally posted on (Re)Structuring Journalism:

NameAs Bill Adair notes at Poynter today, four of us – Bill, Laura and Chris Amico and myself – locked ourselves in a windowless conference room at Reuters last week, sustained only by cold pizza, and spent a day discussing… well, what exactly?

It’s not that we didn’t know what we were talking about.  Let me rephrase that.  We knew we wanted to talk about projects like Politifact, Homicide Watch and Connected China, and how to evangelize the kind of journalism they do, but there was also a question about what exactly to call this kind of journalism.  To be sure, it wasn’t a big part of the conversation, but it was helpful to actually discuss the name.

Bill, of course, winds up calling it “structured journalism” in his piece – which works for me, not least because it means I don’t have to rename this…

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Originally posted on VAI E VEM:

Se os jornalistas não confiassem tão cegamente em  fontes “privilegiadas” que lhes sopram “certezas” que eles nem se dão ao trabalho de confirmar, mesmo quando isso até nem daria muito trabalho, escusavam de ver depois desmentidas as suas cachas, de maneira quase  humilhante. Foi o caso da revista Sábado com a notícia de  uma denúncia sobre alegados pagamentos do grupo Tecnoforma a Pedro Passos Coelho quando este desempenhou funções de deputado, alegadamente  em exclusividade, entre 1995 e 1999 (e que ascenderiam a 150 mil euros). A AR veio agora esclarecer que Passos Coelho “não teve entre novembro de 1995 e de 1999 qualquer regime de exclusividade enquanto exerceu funções de deputado”.

Claro que a revista pode sempre dizer que a notícia é verdadeira porque a denúncia existe e até foi confirmada pela Procuradoria-Geral da República. Mas se a Sábado tivesse confirmado a situação do então deputado Passos Coelho e verificado que ele…

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só isso.

(ou: o veneno quando se distribui é para todos) A propósito d’O Independente, a leitura do french kissin’, trouxe um tema colateral sob a forma da série Abaixo da media (I e II), que assino por baixo se João Morgado Fernandes não se importar. É tempo de formular a micro-causa: poderão os articulistas e bloggers que insistem ver em Portugal um «universo mediático predominantemente alinhado à esquerda», apresentar os factos que sustentam tão espantosa tese? Até lá, é um factóide. Para não dizer embuste.

É o mínimo que me ocorreu dizer, quando vi a polémica em que Cláudio Franco deixou envolver o seu blog. O autor tem toda a razão, o excesso de linguagem dos comentadores é compreensível face à indignação causada e uma pessoa como eu que veja o site em questão fica estarrecida a pensar: que dinheiro tão mal empregue. A crítica inicial de Cláudio Franco devia ter merecido da empresa responsável uma rápida rectificação da sua metodologia e um agradecimento público (ou pelo menos por e-mail); ao invés, decidiram disparatar e sobre-reagir, sem vestígios de argumentação (para não falar em razão). Além de assustarem Cláudio, que sabem ser jovem e impressionável, o mais que conseguiram foi irritar algumas pessoas e atrairem mau tráfego à empresa e sobretudo ao projecto. Vendo o respectivo trabalho, apetece a citar muito justamente Pedro Araújo, da empresa responsável: como «a Internet já tem muito lixo», era escusado as autarquias, o Estado e a União pagarem a firmas como a MakeWise para produzirem mais.

Anos a fio, a opinião pública criticou a RTP, as televisões e os jornais de uma forma geral por darem excessivo destaque ao triste espectáculo das chamas. Que serviam, segundo os mais zelosos auto-intitulados defensores da moral e bons costumes, para desviar “o povo” das coisas essenciais, como a política. Este ano a RTP, as televisões e os jornais deram menos espaço às chamas. Resultado: a “opinião” “pública”, sobretudo a que se auto-intitula de guardiã e cão de fila, crucificou a RTP (até ver) por, alegadamente, ter cedido à “pressão”, imagine-se, do Governo para dar menos espaço às chamas — precisamente o que essa mesma “opinião” “pública” tinha exigido numa berraria inaudita há um e dois Verões atrás.

Feito porta-bandeira deste MST, Movimento dos Sem-Tema, Eduardo Cintra Torres falava apenas e só de um tema muito, muito antigo, tão antigo como a própria RTP, não havia era ninguém que a PIDE/DGS deixasse escrever sobre isso: a  instrumentalização (o termo não é meu) da televisão do Estado. As acusações de ECT não são novas. Pelo contrário, são repetidas numa base mais ou menos frequente, a propósito de tudo e de nada, seja qual for o partido ou coligação no Governo e sejam quais forem a Administração e a Direcção de Programas da RTP (algumas já soçobraram, vítimas destes julgamentos sem provas quando é preciso, erm, queimar alguém para que tudo continue igual).

Tudo bem: é um tema com continuidade.

O que realmente enjoa, ao ponto do descrédito, são os sistemáticos abusos destes sem-tema, logo secundados pelo papagaios de repetição que pululam, ávidos de um link, naquilo que foi em tempos um eco-sistema habitável e pujante: a blogosfera. A chuva impede que mandemos incendiar as matas? No problem: a matilha manda queimar a RTP. Como no caso recente da guerra, convém desde cedo extremar as posições para as margens do conflito (ou és a favor ou és contra, não tens hipótese de fazer sequer perguntas), erodindo rapidamente o espaço para a discussão sadia ao centro.

Juro, eu não sabia. Só sabia que queria aquela parte do passeio. Afinal já não havia barcos naquela carreira há — quê? — quinze anos. Mais. E eles abriram agora outra vez e era uma memória tão antiga, tão bela, e tudo o que eu queria era partilhá-la. A infância, a água para as ameijoas, a ria.

Juro, amor, eu não sabia que partíamos para uma aventura tão inesperada. Tão única. Tão doce.

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